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Milhares de argelinos manifestam-se contra o terrorismo

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Milhares de argelinos manifestam-se contra o terrorismo

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Cinco mil argelinos reuniram-se no centro de Argel para protestarem contra a violência, após dois atentados que provocaram a morte a pelo menos 57 pessoas, no norte do país. A célula da Al-Qaida no Magrebe reivindicou os dois ataques, um dos quais tinha como alvo a comitiva presidencial argelina na visita do presidente Abdelaziz Bouteflika à cidade da Batna.

No seu discurso perante os milhares de argelinos que participaram no protesto, o presidente do sindicato UGTA referiu que o terrorismo “derrama sangue, provoca a recessão económica e social e não tem lugar no seio da sociedade argelina.”

O protesto foi a ocasião para juntar no mesmo local novas e antigas vítimas do terrorismo, numa demonstração de apoio ao presidente. Uma mulher explica a sua presença na manifestação por ser “uma vítima do terrorismo. Há 13 anos mataram o meu filho que era jornalista. Destroçaram-me o coração.”

Depois do atentado de quinta-feira em Batna, que matou 20 pessoas e provocou ferimentos em mais de 100, um ataque perpetrado por um bombista suicida com um camião armadilhado contra um quartel da Marinha de guerra argelina, matou 37 marinheiros e civis, na cidade de Dellys, na região da Cabília.