Última hora

Última hora

Sociais-democratas e conservadores vão disputar segunda volta das eleições na Guatemala

Em leitura:

Sociais-democratas e conservadores vão disputar segunda volta das eleições na Guatemala

Tamanho do texto Aa Aa

O voto das zonas rurais provocou uma reviravolta nos resultados preliminares das eleições gerais na Guatemala. Os sociais-democratas da União Nacional da Esperança, ultrapassaram em menos de uma hora, os conservadores do Partido Patriota, contabilizando uma vantagem de mais de 4% nas presidenciais.

Os candidatos das duas formações deverão ter que desempatar na segunda volta, agendada para 4 de Novembro, uma vez que se mantêm distantes dos 50% que validariam uma vitória à primeira volta.

O candidato de centro-esquerda Alvaro Colom encabeça agora o sufrágio presidencial com mais de 28% de votos, naquela que é a terceira candidatura ao cargo.

Os apoiantes do general Otto Perez Mollina batem em retirada para os 24,27%,
muito à frente do partido Grande Aliança Nacional, no poder, que recolhe 17,24% dos votos.

Uma primeira derrota para Mollina, o homem que negociou os acordos de paz que puseram termo a 36 anos de guerra civil e que prometeu durante a campanha combater a corrupção, o tráfico de droga e a violência dos gangs no país.
Fora da segunda volta do escrutínio ficará a prémio nobel da paz, Rigoberta Menchú. A candidata da comunidade índia, do partido Encontro por Guatemala, encontra-se em sexto lugar em número de votos.

O anúncio dos primeiros resultados que davam a vitória à direita, tinha provocado manifestações violentas em pelo menos cinco regiões do interior do país, que levaram à intervenção das forças da ordem.

A campanha eleitoral tinha sido manchada por mais de 50 assassínios. No entanto, as eleições de ontem tinham decorrido com normalidade, sob o olhar de centenas de observadores internacionais e com uma participação a rondar os 60%.