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Ameaça do 11 de Setembro não se dissipa dos ares de Nova Iorque

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Ameaça do 11 de Setembro não se dissipa dos ares de Nova Iorque

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Há 6 anos foram celebrados como heróis nacionais, hoje, milhares de bombeiros, polícias e operários declaram-se vítimas da negligência das autoridades. As poeiras tóxicas provocadas pela derrocada das torres gémeas e edificios adjacentes, juntaram à lista das vítimas dos atentados 12 novos nomes desde 2001 e ameaçam mais de 400 mil pessoas.

A senadora democrata Carolyn B. Maloney denunciava ontem uma “manobra para ocultar as consequências indirectas do atentado”. “Se três mil perderam a vida, muitos milhares perderam a saúde. Indemnizámos as vítimas mortais mas não os homens e mulheres que por tentarem salvar vidas acabaram por adoecer ou morrer”.

Um estudo revelado pela imprensa norte-americana, na semana passada, indica que mais de 3% das pessoas que passaram pela “zona zero”, contraíram doenças respiratórias crónicas. John Walcott, reformado da polícia após uma leucemia, indigna-se com o facto de que, “as autoridades sabiam que o ar estava contaminado mas nunca advertiram os trabalhadores.”

Das 100 mil pessoas que exigem compensações, apenas 19 mil foram reconhecidas como vítimas pelo Estado. David Worby, representa 10 mil afectados que decidiram processar a câmara de Nova Iorque, 400 dos quais contraíram várias formas de cancro. O advogado afirma não perceber, “porque é que as pessoas que quiseram ajudar o país e que hoje estão doentes não beneficiam do fundo de indemnizações criado pelas autoridades”.

Das 400 mil pessoas em contacto com as poeiras tóxicas, cerca de três mil poderão morrer de cancro nos próximos seis anos. Até hoje apenas mil e trezentos beneficiam de acompanhamento médico.

O fundo de compensação às vítimas dos atentados de 11 Setembro pagou até hoje mais de 570 milhões de dólares de indemnizações a 1377 pessoas vítimas de asma e problemas respiratórios. Muitos dos afectados pedem hoje a reabertura deste fundo para compensar os milhares de vítimas para quem a ameaça dos atentados não se dissipou dos ares de Nova Iorque.