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Desapareceu o homem que contaminou o jazz

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Desapareceu o homem que contaminou o jazz

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Foi um dos primeiros músicos de jazz a trocar o piano pelo sintetizador, o austríaco Joe Zaniwul faleceu esta terça-feira em Viena, aos 75 anos.

Percursor do jazz fusão, ao longo de mais de 20 anos de carreira, Zaniwul transpôs para a música o cocktail de cromossomas das suas origens húngaras, checas e ciganas. Uma mistura servida nos 17 albúns do grupo Weather Report, que fundou nos anos setenta com o saxofonista Wayne Shorter e o baixista checo Miroslav Vitous.

Recentemente tinha afirmado numa entrevista, estar orgulhoso da sua obra, “trabalho como um cão mas com satisfação. Sou mais agradecido do que orgulhoso, porque Deus deu-me talento”. Inspirado pelo guitarrista Jimi Hendrix e pela música africana e oriental, Zaniwul foi com Shorter, o pilar de toda uma nova vaga de músicos, de Chester Thompson, cúmplice de Frank Zappa, ao guitarrista Carlos Santana.

No ouvido ficam as suas melodias de “jazz contaminado”, uma traição vaiada pelos puristas, considerada hoje uma das últimas revoluções musicais.