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China promete cumprir normas internacionais de produção de brinquedos

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China promete cumprir normas internacionais de produção de brinquedos

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Os consumidores europeus e americanos devem preocupar-se com o alerta surgido por causa do chumbo na pintura de alguns bonecos exportados? Muitas fábricas que executam os produtos da Mattel, encomendam em subempreitada, milhões de brinquedos, nomeadamente , no sul da China e em Hong Kong.

Ontem, sob pressão dos consumidores americanos, a China aceitou renunciar à pintura com chumbo nos jogos destinados aos Estados Unidos, lembrando, porém, que 90 por cento dos brinquedos não suscitavam qualquer problema.

O responsável chinês pela qualidade, Chuanzong, considera que é injusto duvidar do que é feito na China e dos produtos chineses em geral. Têm grandes vendas em todo o mundo e são aceites em toda a sociedade internacional, o que não conseguiriam sem boa qualidade.

Estes são os laboratórios da inspecção de quarentena dos produtos para exportação da província de Guangdong, onde está a maior parte de fábricas de brinquedos do país. Garantem que as normas dos países destinatários são respeitadas escrupulosamente. É tudo testado.

Huang Lina, da unidade de inspecção química, explica que têm equipamento, médodos de teste e procedimentos similares. Seguem, estritamente, as normas europeias e americanas.

Mas até os engenheiros confessam que a tarefa é difúcil e gigantesca. Excepto as fábricas controladas directamente pela Mattel, dois terços da produção acabam por chegar ao mercado sem qualquer fiscalização. O que é preciso é acelarar a produçãp, principalmente em relação aos jogos a lançar no Natal, e por isso os produtos defeituosos multiplicam-se. As inspecções são raras e as sanções não afectam a produção.

O director da fábrica de bolas, Lin Zhongjian, afirma que não se pode estar 100 por cento certo de que cada produto vai passar os restrictos controlos de qualidade. Mesmo os carros de luxo Mercedes-Benz pode não chegar perfeitos à inspecção final. O facto é que devem ser ambos os lados a olhar para a origem do problema e não apenas um dos lados a aguentar com a responsabilidade e toda a gente a a acusar os produtos made in China. É problemático.

80 por cento dos jogos consumidos no mundo são fabricados na China. Matérias-primas, energia, mão-de-obra, tudo aumentou nos últimos tempos e os clientes continuam a pedir preços competitivos. Daí a necessidade de rever todo os sistema de produção.