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Grã-Bretanha de novo atingida pela febre aftosa

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Grã-Bretanha de novo atingida pela febre aftosa

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Mais um duro golpe para os criadores de gado do Reino Unido. Esta quarta-feira foi confirmado um novo surto de febre aftosa no país. As autoridades reagiram prontamente estabelecendo perímetros de segurança e proibindo o transporte de gado entre a Inglaterra a Escócia e o País de Gales.

O surto voltou a surgir no Surrey, numa unidade de exploração de Egham, a cerca de 50 quilómetros do local onde tinha sido detectado o último em Agosto.

O primeiro-ministro, Gordon Brown, anunciou que “foi desencadeado imediatamente um instenso sistema de testes e delineada uma extensa zona de protecção”.

Para os criadores britânicos esta é a pior notícia que podiam ouvir. O presidente da União Nacional dos Agricultores, Kevin Pierce afirma que “não se trata apenas de uma questão de custos, mas também da reputação dos criadores”, acrescentando que “eles estão revoltados e acham que a culpa é do governo pela negligência com que tratou a situação em Pilbright”.

A notícia surge na altura em que os peritos da União Europeia tinham decidido levantar o embargo à exportação de carne da Grã-Bretanha a partir de 9 de Novembro.

Bruxelas fez marcha atrás. Michael Mann, porta-voz da Comissão afirma: “Ouvimos algumas pessoas sugerirem que terá havido falhas no controlo na Grã-Bretanha. Não temos provas disso e asseguramo-nos que tinham sido tomadas todas as medidas para controlar a situação de acordo com as normas”.

O abate dos animais é uma medida obrigatória.
O foco de febre aftosa detectado em Agosto obrigou ao abate de 600 cabeças de gado.