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Programa nuclear iraniano no centro da crise entre Teerão e Paris

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Programa nuclear iraniano no centro da crise entre Teerão e Paris

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A mini-crise diplomática entre o Irão e a França continua, depois de uma troca de acusações ao longo das últimas 24 horas.
Paris volta a soar o alarme contra Teerão, depois do ministro dos Negócios Estrangeiros francês ter anunciado ontem que a França tem de estar preparada para a guerra com o Irão. Bernard Kouchner defende ainda o reforço das sanções contra o estado liderado por Ahmadinejad.

Teerão reagiu e acusou o governo do Eliseu de ser um fiel seguidor das políticas norte-americanas.

O programa nuclear do Irão foi discutido esta segunda-feira em Viena e o representante iraniano reforçou que Teerâo apenas quer o poder nuclear para gerar electricidade.

As fortes acusações baixaram de tom e tomaram uma via mais diplomática. Mohamed El-Baradei, director da Agência Internacional da Energia Atómica acredita que os políticos se vão “sentar e resolver as divergências, o que sera uma melhor que apontar quem vai bater em quem primeiro”.

O Primeiro-ministro francês escolheu palavras menos inflamatórias, mas reiterou as intenções do ministro dos Negócios Estrangeiros francês. Todo o cuidado é pouco quando se trata do Irão.

François Fillon diz que o que foi decidido pelo presidente da republica foram “sanções o mais severas possíveis ao governo iraniano, caso este persista na construção de uma força nuclear autónoma.

Numa entrevista a televisão iraniana, o presidente Mahmud Ahmadinejad, declarou que o país domina a técnica de enriquecimento de urânio e não irá recuar no programa nuclear, mesmo com as pressões da comunidade internacional.