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Representantes dos consumidores europeus aplaudem desfecho do caso Microsoft

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Representantes dos consumidores europeus aplaudem desfecho do caso Microsoft

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Está confirmada a sentença que em 2004 condenou o maior fabricante de software que detém 95 por cento do mercado de software para computadoeres pessoais.

O regulador da concorrência diz que a decisão pode levar a uma diminuição significativa dessa fatia de mercado pertencente à Microsoft.

Resta saber se a confirmação de obrigar o gigante informático a oferecer uma versão do seu sistema operativo windows que não inclua o Windows media player, será a melhor decisão em prol do consumidor.

Segundo Ben Van Rampuy, perito do Instituto de estudos europeus “os números mostram que quase nenhum consumidor comprou a versão sem o Windows Media Player, por isso podemos perguntar: Será que a medida da Comissão foi realmente em benefício do consumidor? porque parece que o consumidor não tinha interesse nessa versão. Por outro lado podemos afirmar que o facto de os consumidores não utilisarem a versão windows sem o media player é em si mesmo ilustrativo da conduta anti-concorrência da microsoft”.

Por seu lado, as associações de defesa dos consumidores aplaudiram o acordão que esta segunda-feira voltou a condenar a empresa de Bill Gates.

Jim Murray, director-geral do Gabinete Europeu das Uniões de Consumidores: “eu penso que vamos ver que os vendedores, as pessoas que vendem computadores, vão lidar com este problema do modo que lhes convier e vão encontrar uma solução para isso, por exemplo promovendo um computador que inclua sobretudo material microsoft, mas também um melhor media player”.

A Microsft pode ainda recorrer desta sentença que pode ser contestada apenas em alguns pontos perante o Tribunal Europeu de Justiça.

A decisão dá luz verde à Comissão Europeia para abordar outras queixas semelhantes que envolvam empresas como a Intel ou a Qualcomm.

Por outro lado, o caso Microsoft abre um precedente que introduz novas linhas de acção no combate à concorrência desleal.