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Iraque quer retirar empresas americanas de segurança privada do território

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Iraque quer retirar empresas americanas de segurança privada do território

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É em Moyock, na Carolina do Norte, que se situa a sede do mais poderoso exército privado dos Estados Unidos: a Blackwater. Mas é no Iraque que a empresa de segurança garante a protecção de diplomatas e infra-estruturas americanas. O governo de Bagdade retirou a licença à Blackwater, depois do incidente que no domingo provocou a morte de oito iraquianos. E pensa rever o estatuto das outras empresas do género que operam no Iraque. Para os cidadãos, a presença dos seguranças privados americanos não é bem vinda. Um habitante de Bagdade diz que se um tiroteio destes acontecesse na “América ou na Grã Bretanha, os presidentes desses países não achariam aceitável”.

Testemunhas afirmam que os seguranças dispararam de forma indiscriminada sobre os civis. A empresa defende que apenas respondeu a um ataque hostil. Os Estados Unidos já pediram um inquerito sério, sem conclusões precipitadas. Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano considera que é importante que se proceda a uma investigação para esclarecer os factos e depois disso tirar as conclusões. “Mas o nosso pessoal quer ter a certeza que operamos da forma mais segura, de forma a proteger a vida de pessoas inocentes”, declarou Sean McCormack.

Os seguranças privados são entre 30 a 50 mil no Iraque. A confirmar-se a saída das empresas americanas, esta pode ser mais uma acha para a fogueira nas relações entre Washington e Bagadade.