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Sarkozy quer acabar com 35 horas semanais e regimes especiais de reforma

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Sarkozy quer acabar com 35 horas semanais e regimes especiais de reforma

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Nicolas Sarkozy quer acabar com os regimes especiais de reforma. A intenção já era conhecida mas agora foi tornada oficial pelo próprio presidente da república francês. O chefe de Estado deu ao ministro do Trabalho 15 dias para negociar com os sindicatos e depois as conversações para a reforma da segurança social serão feitas empresa a empresa. Nicolas Sarkozy diz que é preciso ir mais longe e simplificar certos aspectos no que diz respeito à regulamentação do tempo de trabalho que é um dos mais complexos do mundo. Isso implica uma reforma do contrato de trabalho… A situação não pode continuar assim, considera o chefe de Estado.

Sarkozy avisa entretanto que terá de mudar os critérios de representatividade e financiamento dos sindicatos. O presidente francês quer que o novo sistema comece a funcionar já a partir do ano que vem. Um representante da CFDT, diz que é impossível cumprir o calendário imposto. Não se pode ter tudo ao mesmo tempo, são cinco reformas sociais de fundo e querer fazer as coisas depressa pode estragar tudo.

Mas a verdade é que os sindicatos se preparam para um Outono quente. Sarkozy insiste em alinhar os regimes especiais de reforma com o regime da função pública. Bernard Thibault, da CGT, considera que um certo número de trabalhadores, à medida que vão sabendo o que se passa, vão mobilizar-se e manifestar-se contra esta situação.

Com a rentrée, terá acabado também o estado de graça do presidente eleito há poucos meses para o Eliseu. Nicolas Sarkozy quer eliminar um sistema que considera não ser sustentável financeiramente, “desincentiva o trabalho e não garante a igualdade de oportunidades”.