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Tribunal começa a julgar ex-membros dos khmeres vermelhos em 2008

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Tribunal começa a julgar ex-membros dos khmeres vermelhos em 2008

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Trinta anos depois, as atrocidades cometidas pelo regime de Pol Pot continuam bem presentes na memória dos cambojanos. Nuon Chea, número dois do regime e braço direito do ditador, desde os anos 50, assumiu o papel de ideólogo quando os khmeres vermelhos tomaram o poder no Camboja.

A história recente do país é pesada, razão pela qual as autoridades cambojanas decidiram, com o patrocínio das Nações Unidas criar um tribunal para julgar os responsáveis pelo genocídio dos anos 70. Em 2002, a ONU decidiu retirar-se do projecto de criação do tribunal, dois anos depois, as duas partes chegam a acordo e em 2006 um colectivo de juízes cambojanos e estrangeiros presta juramento.

As sessões devem começar no próximo ano. Em Julho, os juízes das Câmaras Extraordinárias dos Tribunais do Camboja, nome oficial do tribunal internacional, detiveram e acusaram formalmente de crimes contra a humanidade Kang Kek Ieu, mais conhecido por “Duch”, que foi o chefe do maior centro de torturas do regime e supervisionou 14 mil execuções.

Um milhão e setecentas mil pessoas foram executadas durante o regime de Pol Pot, entre 1975 e 1979. O ditador impôs um regime de terror, suprimindo as escolas, forçando milhões de pessoas a transferirem-se para o campo e eliminando toda a oposição. Pol Pot morreu em 1998. O último chefe militar da organização, Ta Mok, “o Carniceiro”, morreu no ano passado, na prisão.