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Atentado no Líbano considerado "um acto de sabotagem das presidenciais"

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Atentado no Líbano considerado "um acto de sabotagem das presidenciais"

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É no luto que os libaneses reencontram hoje um sentimento de unidade nacional. Em Beirute várias escolas, bancos e edifícios públicos encontram-se de portas fechadas, em memória e em protesto contra o atentado que vitimou ontem mais um deputado da oposição anti-síria, o oitavo nos últimos dois anos e meio.

A imprensa condena em uníssono a acção que reduz o peso da maioria anti-síria no parlamento, a uma semana da eleição do novo presidente. O líder da coligação anti-síria, Saad Hariri, afirmou que, “o Tribunal Internacional criado para julgar os assassínios políticos no Líbano vai também julgar os assassinos que, segundo ele, tentaram sabotar as presidenciais”.

O atentado de ontem surge num momento em que as facções pró e anti-sírias tentavam chegar a um acordo para escolher o sucessor do pro-sírio Emile Lahoud na presidência.

Um libanês condena o atentado, “que crime cometeram as vítimas? Como é que podemos andar na rua tranquilos?” Outro espera que o atentado, “não afecte as eleições e a nomeação de um presidente que possa reunificar o país. Não são apenas os políticos que estão a ser assassinados, mas também pessoas inocentes”.

O atentado de ontem tinha morto 5 pessoas, entre as quais o deputado cristão Antoine Ghanem. O membro do partido falangista regressara dois dias antes de um exílio, onde se encontrava por motivos de segurança. A acção bombista que feriu cerca de 70 pessoas, é considerada como uma manobra de intimidação contra a maioria parlamentar, oposta à influência do antigo ocupante sírio no país.