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França aprova lei que prevê realização de testes ADN em imigrantes

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França aprova lei que prevê realização de testes ADN em imigrantes

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O parlamento francês aprovou esta noite, em primeira leitura, mais um projecto de lei sobre imigração, o quarto em quatro anos. O texto foi apresentado na Assembleia Nacional pelo ministro da Imigração, Brice Hortefeux, e inclui uma emenda particularmente controversa sobre a possibilidade de realização de testes de ADN aos candidatos ao reagrupamento familiar.

Jean-François Copé, porta-voz do partido no poder em França, o UMP, compreende que “o debate seja emocionante”, mas refere que “há que ser pragmático e não se deve fazer demasiada dramaturgia porque se trata de temas sobre os quais os franceses esperam medidas e resultados e é para isso que o governo está a trabalhar.”

O projecto de lei exige ainda aos candidatos ao reagrupamento familiar um teste de conhecimento do francês e dos “valores” da República e que o imigrante que pretenda receber a família tenha rendimentos superiores ao salário mínimo. Regras que são aplicadas em vários países europeus, nomeadamente na Bélgica, para onde Joseph, imigrante congolês, tentou trazer a sua família.

No entanto, não é o pai biológico do seu filho mais velho. Joseph diz que “vi-o nascer em minha casa e em momento algum pensei que não era o meu filho, mesmo se não é isso que os testes dizem. Quando põem em causa a nossa paternidade, destroem uma parte de nós”, refere desolado.

De acordo com uma sondagem divulgada esta quinta-feira pelo jornal conservador Le Figaro, 74 por cento dos franceses inquiridos é favorável a que se limite o reagrupamento familiar a quem domina a língua francesa e 69 por cento a que se limite a quem tem rendimentos iguais ou superiores ao salário mínimo.