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Governo libanês mantém data de presidenciais após atentado de ontem

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Governo libanês mantém data de presidenciais após atentado de ontem

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Foi com um minuto de silêncio que o governo libanês de Fouad Siniora recordou o deputado Antoine Ghanem, morto, ontem, num atentado em Beirute. Um assassínio político que abala a maioria anti-síria no parlamento, reduzida a 68 deputados – mais três que a oposição – a cinco dias da eleição do sucessor do presidente pró-sírio Emile Lahoud.

Governo e partidos acordaram hoje que não vão adiar o sufrágio, ameaçado no entanto por uma eventual falta de quórum, quando alguns deputados da maioria decidiram saír do país por questões de segurança. O atentado de ontem, ocorre num momento em que os sectores pró e anti-sírio tentavam chegar a um acordo em torno de um candidato presidencial.

Ghanem é a oitava personalidade da revolução dos cedros a ser assassinada nos últimos dois anos e meio. Membro do partido Falangista, o deputado regressara dois dias antes do estrangeiro, onde se encontrava refugiado. Uma carga explosiva de 20kg, dissimulada numa viatura, tinha ontem morto outras quatro pessoas, ferindo mais de 70 num subúrbio cristão de Beirute.

“Uma tentativa de sabotagem das eleições”, segundo a imprensa libanesa, que hoje apontava responsabilidades à Síria. Os movimentos pró-sírios como o Hezbollah condenaram também o atentado que, “mina os esforços para chegar a um consenso nacional”.