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Distribuição é a chave da independência energética

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Distribuição é a chave da independência energética

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A Comissão Europeia quer evitar a dominação estrangeira no campo energético. Embora Bruxelas não o diga abertamente, os principais visados são a russa Gazprom e a argelina Sonatrach que fornecem uma grande fatia do gás consumido no bloco dos 27.

Além de lançar um grupo de estudos estratégicos sobre a energia nuclear, a Comissão propõe uma reforma de todo o sistema na Europa. O comissário do sector, Adris Piebalgs, defende a separação patrimonial da produção e da distribuição.

Com esta medida, o executivo de Bruxelas pretende evitar que empresas como o gigante russo controlem o sector desde a produção até ao consumidor final. A reforma, a ser aprovada, afecta também empresas europeias como as francesas EDF e GDF, o que não é muito do agrado de Paris.

Jeremy Rifkin, um economista americano consultor na área da energia junto de muitos governos europeus explica que se a Europa pretende ser auto-suficiente neste domínio tem de controlar as redes de distribuição para não ficar dependente dos produtores-distribuidores.

O presidente da Comissão, Durão Barroso, afirma que não se trata duma medida proteccionista mas sim de fazer respeitar os mesmos princípios a todos os actores do sector sejam eles europeus ou não.