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Líbano enterra esperanças de reconciliação nacional

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Líbano enterra esperanças de reconciliação nacional

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Milhares de pessoas acompanharam hoje em Beirute o cortejo fúnebre do político cristão, Antoine Ghanem, morto na quarta-feira num atentado bombista, no Leste da capital. Bandeiras das formações políticas anti-sírias, palavras de ordem contra a violência e música nacionalista, acompanharam o corpo de Ghanem e dos dois guarda-costas, da sede do partido falangista à igreja do Sagrado Coração.

O deputado tinha regressado no início da semana do exílio para participar nas eleições presidenciais que se iniciam na terça-feira. O assassínio reduz o peso da maioria anti-síria no parlamento na escolha do sucessor do presidente pró-sírio Emile Lahoud.

Os responsáveis da coligação maioritária – sunitas, cristãos e druzes – presentes no funeral, advertiram a oposição anti-síria para os riscos de um boicote às eleições. As negociações dos últimos dias, para encontrar um acordo em torno de um candidato único, foram suspensas. O governo afirmou, no entanto, que vai manter a data de 25 de Setembro para começar as discussões.

Segundo a Constituição libanesa, a próxima presidência deverá caber a um cristão maronita, caso os partidos não cheguem a um acordo nos próximos dois meses. A comunidade classificava o atentado contra Ghanem como uma forma de afastar os maronitas das rédeas do Estado.