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Líbano enterra oitava vítima da violência política a dias das presidencias

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Líbano enterra oitava vítima da violência política a dias das presidencias

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A quatro dias das presidenciais no Líbano, o funeral da mais recente vítima de um assassínio político, transformou-se esta manhã numa manifestação contra a instabilidade no país. Bandeiras das formações políticas anti-sírias, palavras de ordem contra a violência e música nacionalista, acompanharam o cortejo fúnebre do deputado da maioria anti-síria, Antoine Ghanem.

O político cristão foi vítima, na quarta-feira, de um atentado bombista no Leste de Beirute, dois dias depois de regressar do estrangeiro onde se encontrava por motivos de segurança. O ataque fez outras quatro vítimas mortais. Num dia declarado de luto nacional, milhares de pessoas acompanharam o corpo de Ghanem pelas ruas da capital, da sede do partido falangista à igreja do Sagrado Coração no bairro de Badaro.

A morte de Ghanem é a oitava baixa nas fileiras anti-sírias desde 2005, reduzindo o peso da maioria no Parlamento, a dias do órgão eleger o sucessor do presidente pró-sírio, Emile Lahoud. O governo afirmou que vai manter a data de 25 de Setembro para o início das discussões, ameaçadas pelo boicote das formações pró-sírias.

As negociações dos últimos dias para encontrar um acordo foram entretanto suspensas. Ontem a imprensa falava do atentado como uma tentativa para sabotar as presidenciais.