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Manifestantes em Jena acusam justiça norte-americana de racismo

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Manifestantes em Jena acusam justiça norte-americana de racismo

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Milhares de pessoas participaram num desfile em Jena, no estado do Louisiana, que conseguiu relançar o debate sobre o racismo nos Estados Unidos. Devia ser hoje conhecida a sentença de um jovem negro que, juntamente com mais cinco colegas, foram acusados de agressão e tentativa de homicídio de um jovem branco. Tudo se passou no ano passado em Louisiana.

Na base da discórdia está uma árvore que, por regra local, só poderia ser ocupada na escola por jovens de raça branca. Três negros resolveram ignorar a regra, e no dia seguinte estavam três forcas de corda penduradas na árvore. Um sinal usado há dezenas de anos, nos tempos do Ku Klux Klan. Um grupo de jovens negros foi depois acusado de agressão a um colega branco. Dos seis jovens de raça negra, apenas um foi considerado culpado, a sentença deveria ser conhecida agora mas o juíz remeteu o caso para um tribunal de menores.

Muitos juntaram-se ao protesto, como o reverendo Jesse Jackson que já foi candidato à Casa Branca, e que acusa a justiça norte-americana de ser parcial. Os manifestantes de Jena consideram que a justiça está a exagerar nas medidas de coacção e os activistas dos direitos humanos garantem que os brancos nunca são condenados.