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Euro mantém ritmo de subida

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Euro mantém ritmo de subida

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A semana começou com um novo recorde para a moeda única europeia. Os máximos históricos do euro sucedem-se. Esta segunda-feira, o euro chegou a meio da casa de 1,41 dólares. Crescem as dores de cabeça para os exportadores europeus. Com o euro em alta, diminuem as margens de lucro para as muitas empresas europeias que vendem para as outras zonas monetárias.

O sector onde esta diminuição das margens é mais visível é o dos produtos de luxo, uma vez que a grande maioria das empresas do ramo tem sede na Eurozona. Mas há muitos outros sectores afectados.

A Alemanha, maior economia da Europa, deve ter um crescimento do PIB mais fraco que o previsto, por culpa da subida da moeda única.

O Reino Unido, que pertence à União Europeia mas não utiliza o euro, é o principal destino das exportações do grupo dos Treze, seguido pelos Estados Unidos, pela Suíça, pela Polónia, pela Rússia e pela China.

Os europeus que vão aos Estados Unidos aproveitam o dólar barato para fazer compras a preço de saldo. Já para os americanos de visita à Europa, as coisas tornaram-se bastante mais caras do que antes.

Diz um turista está prestes a regressar aos Estados unidos, depois de uns dias na Alemanha: “As coisas pareceram-me caras. Já cá não vinha há 17 anos. Os preços são comparáveis, mas sobretudo a comida e as bebidas são caras. Os miúdos bebem muitas coca-colas e aqui custam muito mais. Gastámos muito dinheiro”.

As agências de viagens europeias estão a recomendar as Américas como um destino. O sector do turismo parece estar a beneficiar, isto embora o que é verdade no sentido Europa-América deixe de o ser no sentido oposto.