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Junta militar do Myanmar enfrenta importante desafio nas ruas

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Junta militar do Myanmar enfrenta importante desafio nas ruas

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Apesar das ameaças de repressão proferidas pela junta militar, cerca de cem mil pessoas desafiaram hoje mais uma vez o regime da antiga Birmânia. Monges e civis desfilaram em Rangoun, a maior cidade do país, gritando “democracia, democracia”.

De nada valeram até agora as ameaças da junta militar de usar a força contra os manifestantes.

Estes são os maiores protestos realizados no país desde as manifestações que há quase vinte anos terminaram num banho de sangue.

A União Europeia está preocupada. Bruxelas pondera reforçar as sanções impostas à junta militar, mas ao mesmo tempo pede moderação do regime.

A polícia anti-motim e o exército já foram mobilizados para as ruas. A junta militar realizou também uma reunião de emergência, depois de as ameaças não terem surtido efeitos, pelo menos em Rangoun.

Entretanto, há informações de que Aung Saan Suu Kyi voltou a ser detida. A principal líder da oposição, com sessenta e dois anos, terá sido presa já no domingo. A Prémio Nobel da Paz estava em prisão domiciliária, mas no sábado surgiu à porta de casa para saudar os manifestantes.