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Junta militar birmanesa recorre à força para acabar com protestos pacíficos

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Junta militar birmanesa recorre à força para acabar com protestos pacíficos

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O sangue voltou a correr na antiga Birmânia. A junta militar recorreu à força para acabar com os protestos pacíficos mas cada vez mais intensos.

Após as ameaças, hoje, os manifestantes foram acolhidos nas ruas por tiros, matracas e gás lacrimogéneo. Segundo fontes presentes no território, há pelo menos três monges mortos e uma centena de feridos. Vozes da oposição no estrangeiro falam já de pelo menos oito mortos, entre civis e religiosos.

Os acontecimentos de hoje em Rangoun recordam o que se passou no país em 1988. Também na altura, os militares usaram a força para acabar com os protestos. No final, houve mais de três mil mortos.

Hoje, nas ruas eram apenas dez mil pessoas depois da junta militar ter imposto um recolher obrigatório e multiplicado as ameaças contra a população e a hierarquia religiosa.

Às primeiras horas do dia, a polícia e o exército tomaram posições junto de mosteiros e locais de reunião dos manifestantes. Pelo menos 200 participantes foram detidos, alguns espancados e quem tentava vencer as barreiras de segurança era bombardeado com gás lacrimogéneo.

A comunidade internacional está preocupada. O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje para analisar a situação.