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UE mobiliza-se face ao aumento dos preços dos cereais

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UE mobiliza-se face ao aumento dos preços dos cereais

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Contrariar o aumento do preço dos cereais é a prioridade da União Europeia (UE). Para incentivar a produção, os ministros da Agricultura dos Vinte e Sete decidiram suprimir, por um ano, o pousio obrigatório. A medida deverá provocar um aumento da colheita da próxima temporada, da ordem dos 10 milhões de toneladas.

Ao aumento da procura internacional, somaram-se, este ano, fracas colheitas, resultado de uma meteorologia desfavorável. Os preços são os mais elevados de sempre: o milho registou um aumento de 85%, entre 2005 e 2006, e o trigo já subiu, este ano, 60 por cento.

Este aumento repercute-se nos bens alimentares, como o pão ou as massas. Mas não só. O preço do leite também sofre, já que os cereais entram na composição das rações animais. Espanha e Polónia pediram mesmo o fim das quotas leiteiras.

Madrid pediu igualmente a suspensão temporária das ajudas à exportação de cereais, para que estes fiquem no território europeu. Mas a comissária da tutela está mais inclinada a propor a suspensão temporária das taxas alfandegárias à importação. A medida teria efeitos retroactivos a Junho desde ano e prolongar-se-ia até Julho de 2008.

Uma proposta que vai contra toda a lógica proteccionista da União Europeia nas últimas décadas e que não agrada à França. O ministro francês, Michel Barnier, receia que, uma vez suspensas as taxas, nunca mais a Europa consiga impô-las novamente.

A França apoiou, contudo, a proposta da presidência portuguesa da União, de criar reservas estratégicas de cereais, à semelhança do que se faz com o petróleo.