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Vukovar: A história de um massacre

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Vukovar: A história de um massacre

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Vukovar é hoje o símbolo da independência da Croácia, depois de ter sido palco de um dos episódios mais brutais da guerra dos Balcãs.

A 19 de Novembro de 1991, após três meses de cerco e mais de 1100 mortos, a cidade caiu nas mãos sérvias. Cinco mil pessoas foram levadas para campos de detenção na Sérvia e centenas de civis e combatentes entrincheiraram-se no hospital da cidade, esperando que os observadores internacionais os salvassem.

Vukovar fica situada no Leste da Croácia, junto à fronteira com a Sérvia. Situação geográfica que levou a que a cidade fosse uma das primeiras a sofrer a fúria de Belgrado após a declaração de independência da Croácia.

Três homens controlavam as operações. Miroslav Radic, o mais novo dos três, era capitão e comandava um batalhão de infantaria. Veselin Sljivancanin chefiava um batalhão policial e era subordinado do coronel Mile Mrksic, responsável por toda a campanha na Croácia.

Com a conquista da cidade e após negociações com observadores internacionais, os entrincheirados rendem as armas. Mas o acordo passado com os sérvios não foi respeitado.

Os sérvios separaram homens e mulheres. Levaram cerca de 400 homens, em autocarros, para uma quinta na periferia de Vukovar. Os prisioneiros foram espancados, torturados e pelo menos 264 abatidos e enterrados em valas comuns. Até hoje foram exumados e identificados menos de 200.