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Manifestantes exigem à União Europeia que investigue papel da Total no Myanmar

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Manifestantes exigem à União Europeia que investigue papel da Total no Myanmar

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Milhares de manifestantes em todo o mundo voltaram a concentrar-se frente às representações diplomáticas do Myanmar, para pedir o fim da violência no país e exigir mais pressão internacional. Em Bruxelas, os apelos dirigiam-se à União Europeia para que imponha um embargo ao Myanmar e abra um inquérito à actuação da petrolífera Total.

O grupo, um dos maiores investidores ocidentais no país é acusado pelas organizações de direitos humanos birmanesas de cumplicidade nos crimes contra a humanidade praticados pela Junta militar.

Uma manifestante sublinha também o papel da China, de apoio ao regime do Myanmar, afirmando que, “com os Jogos Olímpicos, a China tem uma oportunidade de ouro para mostrar que apoia não só o desportivismo olímpico mas sobretudo o desportivismo democrático”.

Os apelos ao boicote dos Jogos Olímpicos chineses como forma de pressão, repetiram-se igualmente em Berlim. Centenas de pessoas, convocadas pela organização Amnistia Internacional, apelaram ainda ao regime militar para que inicie discussões com a oposição e os monges budistas.

Em Paris, o primeiro-ministro birmanês no exílio juntou-se às centenas de pessoas que se concentraram frente à torre Eiffel, convocadas pelo partido conservador UMP. Sein Wi tinha recebido há dias o apoio do governo francês, cujo presidente apelara, sem sucesso, ao congelamento das actividades da petrolífera Total no Myanmar.

Ontem Wi afirmou que, “os países ocidentais têm que aumentar a pressão sobre os militares, mais do que fizeram até hoje”. Em Genebra, 250 pessoas desceram às ruas para pedir o início de um processo democrático no Myanmar. Nas capitais tailandesa e indiana, centenas de pessoas exigiram também aos respectivos governos que intervenham. A Índia e a China são os principais parceiros comerciais do Myanmar.