Última hora

Última hora

Forças de Myanmar conseguem impedir protestos

Em leitura:

Forças de Myanmar conseguem impedir protestos

Tamanho do texto Aa Aa

A calma regressou à força a Myanmar. As ruas de Rangoun não parecem as mesmas. Não há manifestações mas há polícia em todos os cantos.

Depois de pelo menos 10 a 16 pessoas terem morrido nas manifestações, depois de 300 mil pessoas terem enchido as ruas durante vários dias e com cerca de 1500 detenções feitas, a polícia e o exército conseguiram evitar mais protestos a favor de reformas democráticas.

No entanto, foi autorizada a visita do enviado especial da ONU a Aung San Suu Kyi, líder carismática da oposição, Prémio Nobel da Paz, detida desde 1990.

O chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, aceitou receber o emissário das Nações Unidas, mas só amanhã. Ibrahim Gambari está no território desde sábado.

A repressão permitiu ao regime militar voltar a ter mão no país, apesar dos inúmeros apelos internacionais para contenção no controlo das manifestações, as maiores dos últimos 20 anos.

A comunidade internacional teme que o balanço de vítimas mortais e de detenções seja superior ao que é divulgado pelas autoridades.

Três jornalistas de três jornais diários estão dados como desaparecidos há já uma semana. Entre as vítimas mortais, há um fotógrafo japonês que foi baleado.