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Ainda é cedo para direitos humanos nas Coreias

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Ainda é cedo para direitos humanos nas Coreias

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No dia 17 de Maio de 2007, um comboio norte-coreano passou a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias e chegou à estação de Jejin, na Coreia do Sul. Foi um acontecimento histórico porque as ligações ferroviárias tinham sido cortadas em 1951, aquando da guerra civil, de 1950 a 1953.

Jamais um aperto de mãos de maquinistas tinha tido uma carga simbólica tão grande.

O norte e o sul nunca assinaram um acordo de paz. O armistício foi com os Estados Unidos e a ONU…tecnicamente, as Coreias estiveram em guerra meio século.

O reatamento ocorreu na cimeira intercoreana de Junho de 2000. O encontro, sem precedentes, entre o presidente sul-coreano Kim Dae-Jung e o líder norte-coreano Kim Jong-il deu início à aproximação das Coreias.

Milhares de famílias coreanas separadas pela guerra puderam finalmente voltar a ter esperança em reunir-se. Os encontros organizados a nível oficial permitiram a reunião de 10 mil famílias, mas, para centenas de milhares de outras o tempo urge, as pessoas envelhecem irremediavelmente.

A tentativa de abertura também se nota no turismo: os sul-coreanos podem visitar a Coreia do Norte (o Rendimento Per capita no sul é 20 vezes superior ao do norte). A construção de uma estrada em 2003, possibilitou visitas guiadas à Montanha Kumgangsan que, segundo um ditado coreano, tem de ser vista antes de morrer.

Mas ainda há muitos espinhos neste mar de rosas: o défice dos direitos humanos é o pior deles.Em Pyong-Yang não se aceitam críticas e Seul prefere calar-se… também não insiste sobre a questão do repatriamento dos prisioneiros de guerra.

Quanto ao dossier nuclear norte-coreano, Seul não conta interferir no processo de negociações a seis, com os Estados Unidos, a Rússia, a China e o Japão.