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Conselho dos direitos humanos da ONU condena repressão em Myanmar

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Conselho dos direitos humanos da ONU condena repressão em Myanmar

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O enviado da ONU a Myanmar, o diplomata nigeriano Ibrahim Gambari, foi recebido esta terça-feira pelo chefe da junta militar.

O encontro realizou-se em Naypyidaw, a nova capital do país.

Sobre os resultados da reunião com o general de setenta e qautro anos nem uma palavra.

Gambari foi autorizado a encontrar-se pela segunda vez com a chefe da oposição, a nobel da paz Aung San Suu Kyi.

A semana passada o governo da antiga Birmânia reprimiu violentamente um movimento de protesto iniciado pelos monges budistas. Só num dia, saíram à rua cem mil manifestantes. Segundo os dissidentes, seis mil foram detidos.

Em Genebra, a alta comissária para os direitos humanos da ONU exigiu explicações a Myanmar.

“O governo deve prestar esclarecimentos sobre as suas acções antes e depois dos protestos, e fornecer informação precisa acerca do número de mortos e feridos e das condições em que se encontram os detidos”, disse Louise Arbour.

À falta de informação precisa sobre a situação humanitária no país, sabe-se que a cada dia aumenta o número de refugiados que cruza a fronteira para receber tratamento médico na Tailândia. Entre eles há vítimas da repressão mas também das duras condições de vida impostas pela junta militar.