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Alterações climatéricas nefastas para a saúde humana

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Alterações climatéricas nefastas para a saúde humana

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As alterações climatéricas têm consequências desastrosas para a saúde pública. Para o provar estão as 35 mil mortes provocadas pelas temperaturas caniculares na Europa no Verão de 2003. Para além do número assustador de vítimas mortais, o calor desse mesmo ano teve como consequência o agravamento do estado de saúde de muitas pessoas que se encontravam doentes.

Estas são algumas das conclusões de um relatório divulgado pela organização não governamental The Health & Environment Alliance, que faz parte do movimento internacional que se tem mobilizado nos últimos anos para que a temperatura média global não aumente mais de dois graus.

Acima dos dois graus de aumento, as alterações climatéricas terão efeitos extremamente nefastos para a saúde humana, na medida em que as temperaturas altas provocam um aumento da poluição atmosférica, ainda de acordo com a ONG.

Genon Jensen, directora executiva da organização, refere que “é possível lutar contra as alterações climatéricas e ganhar. Basta que as pessoas saiam dos seus carros e assim teremos menos acidentes, menos poluição atmosférica, mais pessoas a fazer exercício físico e a reduzirem uma das coisas mais perigosas para a saúde pública: a obesidade.”

Outro dos pontos em destaque no documento é o facto de as altas temperaturas estarem a provocar o surgimento com maior regularidade de doenças consideradas exóticas, como a malária, o paludismo ou a febre do Nilo, no sul da Europa.