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Conselho da Europa rejeita Criacionismo nas escolas

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Conselho da Europa rejeita Criacionismo nas escolas

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As teorias da concepção da vida na Terra estiveram em discussão no Conselho da Europa, que aprovou esta sexta-feira uma resolução que rejeita a possibilidade do Criacionismo ser ensinado nas escolas.

De acordo com o texto adoptado na assembleia parlamentar, a teoria ou sistema que sustenta que as espécies animais e vegetais foram criadas por Deus de forma distinta e permanecerem invariáveis é uma crença e não tem qualquer base científica.

A deputada luxemburguesa, Anne Brasseur, refere que “há criacionistas que querem fazer passar a sua crença por uma disciplina científica e instituir o ensino da sua crença nas aulas de biologia. É neste ponto que reside o perigo.” As interpretações do Darwinismo, teoria de Charles Darwin sobre a evolução por meio de selecão natural e sexual, são muitas vezes utilizadas pela extrema-direita, que rejeita a ideia do homem ter tido origem numa espécie inferior.

Anne Brasseur refere mesmo que quando se lê “alguns livros onde é dito que Darwin está na origem do terrorismo é preciso colocar-se muitas questões sobre os autores.”

De acordo com a resolução aprovada esta sexta-feira, o Criacionismo pode ser uma ameaça para os direitos do homem. O documento aprovado por 48 votos a favor, 25 contra e três abstenções, sublinha a ameaça que esta teoria representa para a pesquisa científica em geral e para a medicina em particular. Vários teóricos de um Criacionismo radical defendem a substituição da democracia por uma Teocracia.