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Ex-ministro francês nega culpas do governo no "caso EADS"

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Ex-ministro francês nega culpas do governo no "caso EADS"

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O ex-ministro francês das Finanças, Thierry Breton, desmentiu qualquer papel do governo no escândalo de abuso de informação privilegiada que afecta o consórcio EADS, proprietário da Airbus. Breton detinha a pasta durante o período, entre Novembro de 2005 e Março de 2006, em que se deu uma venda maciça de acções por parte de dirigentes e dos principais accionistas, incluindo o Estado francês.

“Nunca dei uma só ordem ou recomendação ao banco estatal para comprar ou vender acções. Nunca! As modalidades de saída dos grupos Lagardère e Daimler do capital da EADS não foram sujeitas a qualuer tipo de aprovação da minha parte”, afirmou o ex-ministro.

Actualmente, franceses e alemães detêm partes iguais da EADS, 22,5% sendo que a parte francesa é detida pelo Estado e pela Lagardère e a parte alemã pela Daimler e um grupo de investidores. Os Estados espanhol e russo detêm fatias a rondar os 5%, enquanto 44,5% do capital está disperso em bolsa.

A autoridade francesa para os mercados financeiros, AMF, enviou a um tribunal um relatório com os detalhes do escândalo, publicados pelo jornal Le Figaro. As acções foram vendidas quando os problemas com as entregas do Airbus A380 eram conhecidos da administração, mas não do público.

Segundo o jornal, o governo, que vendeu também uma parte do capital da EADS, estava consciente dos problemas. As entregas do A380 estão atrasadas em mais de um ano. A notícia, quando foi sabida, causou uma queda a pique das acções da EADS.