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Batasuna considera detenção de militantes uma declaração de guerra de Madrid

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Batasuna considera detenção de militantes uma declaração de guerra de Madrid

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A detenção de 23 independentistas bascos é para o Batasuna uma “declaração de guerra” de Madrid. A reacção do partido ilegalizado ocorreu horas depois dos detidos terem chegado à capital espanhola, vindos de San Sebastian.
Amanhã enfrentam o juiz Baltasar Garzon, que deverá decretar a prisão preventiva.

Pernando Barrena, o principal dirigente do Batasuna ainda em liberdade, acusou o governo espanhol de ter raptado 23 militantes e de ter declarado a guerra ao movimento independentista espanhol.

Barrena apresentou-se na conferência de imprensa em San Sebastian na companhia de 80 membros do Batasuna e com a lista de propostas de negociação rejeitadas por Madrid durante o processo de paz, que foi suspenso quando a ETA pôs fim à trégua em Junho.

Pela primeira vez em muito meses, o Partido Popular está de acordo com o governo. Mesmo assim, o líder do partido deixa algumas críticas. Segundo Mariano Rajoy, o executivo já deveria ter detido os dirigentes do Batasuna há mais tempo e deve dizer de forma clara que não volta a negociar com organizações terroristas.

Desde a detenção dos membros do Batasuna, na quinta-feira, já foram atacados vários edifícios estatais no País Basco. Outros cidadãos preferem manifestar-se pacificamente, acusando o governo de ter desencadeado esta operação por causa das eleições dentre de seis meses.