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Analistas prevêm turbulência política no Paquistão, após vitória de Musharraf

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Analistas prevêm turbulência política no Paquistão, após vitória de Musharraf

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Foi entre revolta e indiferença que o Paquistão acolheu a reeleição, ontem, de Pervez Musharraf no cargo de presidente. Uma vitória esmagadora, sem os partidos da oposição e ilegal segundo a Constituição, que proíbe o líder de se candidatar a um terceiro mandato.

O Tribunal Constitucional tem agora 11 dias para examinar a legalidade da vitória. A analista política Nasim Zehra antevê desde já um período de turbulência política no país: “penso que os ânimos vão estar cada vez mais exaltados à medida que nos aproximemos das eleições gerais. Em particular, depois de uma eleições presidencial marcada pela polémica, agravada pela assinatura de um indulto para os crimes de que são acusados alguns líderes da oposição. E se pensarmos que os advogados estão na rua, mobilizados contra Musharraf, temos todos os ingredientes reunidos para aumentar a turbulência política”.

O general, que subiu ao poder na sequência de um golpe militar em 1999, afirmou ontem que vai assegurar a transição para um governo civil. Musharraf tinha assinado um indulto aos crimes contra a opositora Bennazzir Butto, que lhe permitirá regressar ao país no dia 18 de Outubro, para provavelmente se recandidatar ao cargo de primeira-ministra.