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Brown exclui eleições antecipadas e abre crise política no Reino Unido

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Brown exclui eleições antecipadas e abre crise política no Reino Unido

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O primeiro-ministro britânico enfrenta a sua primeira crise política, depois ter afirmado ontem que não vai convocar eleições antecipadas. Gordon Brown justificou a decisão afirmando que que vai aproveitar o mandato, que expira em 2009, para, “pôr em prática a visão que defende para o país”.

A imprensa britânica afirma, no entanto, que a decisão de Brown se prende com os resultados das últimas sondagens de opinião, que apontavam para uma eventual perda da maioria dos trabalhistas no parlamento, em caso de eleições. Segundo o The Guardian, a promessa dos conservadores de reformar o imposto sobre as sucessões, poderia levar os trabalhistas a perder 49 deputados.

Para o líder dos conservadores, David Cameron, o primeiro-ministro mostra, “uma grande fraqueza e indecisão. É evidente que nestes últimos meses não esteve preocupado em governar, mas em preparar a campanha eleitoral e agora teve que fazer uma retirada humilhante. Sinto-me desapontado, como milhões de pessoas, que vão ter que esperar dois anos para que a situação possa mudar no nosso país”.

Segundo a imprensa britânica, só ontem é que Brown teria decidido finalmente que não iria avançar para eleições. Para o deputado trabalhista Martin Linton, Brown poderá ter feito a escolha certa, “se olharmos para o passado vimos que a situação não foi muito positiva para outros ministros que convocaram eleições antecipadas. Ted Heath, Harold Wilson ou Clement Attlee fizeram-no antes e a decisão terminou em catástrofe para os respectivos partidos.

Brown, que sucedeu a Tony Blair no cargo há três meses, prepara-se para enfrentar o Parlamento na Segunda-feira, durante uma sessão dedicada a discutir a retirada militar britânica do Iraque.