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Interpol apela a testemunhas para reconhecer suspeito de pedofilia

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Interpol apela a testemunhas para reconhecer suspeito de pedofilia

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A Interpol procura este homem por pedofilia. Nos últimos anos tem aparecido com o rosto deformado em mais de 200 fotos, que mostram abusos sexuais sobre jovens rapazes.

O seu rosto foi reconstituído pela polícia criminal alemã, mas o homem continua desconhecido para os investigadores. A Interpol lançou, por isso, um apelo aos testemunhos.

Esta é a primeira vez que a Organização Internacional da polícia criminal lança um apelo à opinião pública para tentar encontrar um presumível pedófilo.

Kristin Kvigne, da sub-direcção de tráfico de seres humanos explica à EuroNews as razões desta medida inédita.

“Não sabemos muito sobre este homem por enquanto, sabemos onde os abusos foram realizados, pelo menos os das imagens que encontrámos e temos uma ideia da sua idade, da sua faixa etária, mas sabemos muito pouco sobre ele”.

Euronews: Mas, ao publicar a sua foto na Internet, não se corre o risco de que haja uma vaga de denúncias de inocentes?

Kristin Kvigne: “Nós recebemos muita informação não confirmada, que não se refere à pessoa certa, e enquanto polícia lidamos sempre com este tipo de informações. Teremos que fazer investigação e dar todos os passsos para encontrar a vderdadeira identidade”.

Euronews: Deste homem sabemos apenas que é branco de tipo europeu, que tem cerca de 35 anos. Mas o que se deve fazer se o reconhecermos?

Kristin Kvigne: “Se as pessoas reconhecerem este homem, não devem aproximar-se dele. Devem falar com a polícia dos seus países ou com a Interpol directamente ou por emeial para transmitirem as informações que tiverem sobre ele”.

Como explica Kristin Kivgne, as testemunhas são as únicas a poderem fazer avançar a investigação.

“Nós esgotámos todas as possibilidades na investigação e precisamos de identificar esta pessoa, por isso, isto é um derradeiro esforço para tentar identificá-lo”.

Nos últimos anos cerca de 600 vítimas de pedófilos foram identificadas e detidas graças à base de dados criada pela Interpol.