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Quinze milhões de italianos chamados a exprimirem-se sobre aumento da idade da reforma

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Quinze milhões de italianos chamados a exprimirem-se sobre aumento da idade da reforma

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Dezenas de milhares de trabalhadores italianos começaram a votar, esta segunda-feira, por ou contra um acordo muito contestado sobre o aumento progressivo da idade da reforma. Para este referendo, os sindicatos instalaram assembleias de voto improvisadas à saída das fábricas. Na consulta podem participar não só os trabalhadores, mas também os desempregados e os reformados.

Diz este um trabalhador que “quanto maior for a taxa de participação, maiores serão as probabilidades dos trabalhadores terem um futuro melhor.” Teoricamente, a consulta afecta 15 milhões de pessoas, mas os sindicatos estimam que apenas cinco milhões de trabalhadores votarão, até quarta-feira, o último dia de consulta.

O acordo assinado em Julho após uma longa maratona negocial entre as três confederações sindicais e o primeiro-ministro Romano Prodi prevê a passagem da idade legal da reforma de 57 para 61 anos de forma progressiva. Ou seja, por ano e até 2013 a idade da reforma aumentará um ano.

A reforma precedente, aprovada pelo governo de Silvio Berlusconi previa a passagem da idade da reforma dos 57 para os 60 anos já em 2008. Apesar de tudo, o FIOM, um dos mais importantes sindicatos italianos já contestou o documento, assim como a esquerda radical da coligação no poder. Comunistas e verdes ameaçaram mesmo não votar a proposta no parlamento.