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Sarkozy e Putin são mais parecidos do que pensavam

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Sarkozy e Putin são mais parecidos do que pensavam

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Sarkozy prometeu a ruptura em todas as frentes e não poupou as relações franco-russas. Na campanha eleitoral, afirmou, alto e bom som, o afastamento em relação às políticas do antecessor, que achava demasiado próximo de Putin.

No fim de Agosto, perante os embaixadores, o presidente francês denunciou uma Rússia que “impôs o regresso à cena mundial jogando os seus trunfos com demasiada brutalidade, nomeadamente no que concerne a refinarias e gasodutos”. E acrescentou que era um dos que pensava que a amizade entre os Estados Unidos e a França era tão importante como dos dois séculos passados.

Vindo de um presidente francês, o discurso esfriou Moscovo, onde Vladimir Putin esperou 48 horas antes de felicitar o recém-eleito Sarkozy. No entanto, quando os dois líderes se encontraramem Heiligendamm, durante a cimeira do G8, a corrente passou imediatamente entre eles.

Os observadores salientaram as semelhanças entre os dois dirigentes: a proximidade psicológica na maneira de apreender o mundo, o voluntarismo em oposição ao faltalismo, e um certo pragmatismo que se resume na frase “tudo serve para alcançar um objectivo”.

O analista político Dominique Moisi considera que a imagem de Sarkozy pretende transmitir modernidade, do género: sou o novo presidente porque sou jovem”.

Descontraídos frente às câmaras, divulgaram imagens do mesmo género nas férias de Verão, a popularidade aumentou.

Elena Vassilieva elogia Putin: “Está em boa forma, é esperto. Quando, recentemente, foi visto meio nú, alguém deve ter tido um choque, mas a maioria das mulheres russas gostaram do presente”.

Quatro meses depois do primeiro contacto, o momento de testar a nova relação franco-russa chegou.