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Empresa de segurança australiana acusada de matar "às cegas" duas mulheres em Bagdade

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Empresa de segurança australiana acusada de matar "às cegas" duas mulheres em Bagdade

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Responsáveis iraquianos acusam agentes de segurança privada de voltarem a disparar às cegas sobre civis. Elementos da Unity Resources Group, empresa australiana com base no Dubai, mataram ontem duas mulheres a tiro em Bagdade.

A companhia justificou-se dizendo que o carro das vítimas não parou quando a caravana de viaturas onde os seus homens seguiam lhes lançou sinais de aviso.

O funeral das duas mulheres cristãs decorreu hoje na Igreja Ortodoxa Arménia, na capital iraquiana.

Governo e cidadãos iraquianos acusam as empresas estrangeiras de segurança privada de agirem com impunidade no seu território. Há actualmente 180 companhias a operar no Iraque, que empregam entre 25 e 50 mil homens.

Em Bagdade, uma activista iraquiana protestava contra o que classifica de “actos terroristas, o assassinato de mulheres”. E questionava “onde está o governo e a lei iraquiana”, face a estes actos.

Os seguranças privados são imunes à legislação do Iraque graças a um acordo de 2004, quando o país estava sob administração norte-americana.

Há um mês, um tiroteio protagonizado pela Blackwater resultou na morte de 17 civis. Bagdade exige indemnizações na ordem dos cem milhões de euros. O patrão da empresa norte-americana, Erik Prince, foi ouvido na semana passada no Congresso dos Estados Unidos.