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Juan Carlos obrigado a defender monarquia parlamentar

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Juan Carlos obrigado a defender monarquia parlamentar

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Pela primeira vez, em três décadas de democracia, a contestação dos radicais catalães nacionalistas aos símbolos da monarquia provocou uma reacção de Juan Carlos de Bourbon. A imprensa e justiça tomam muito a sério os actos de injúria contra a Coroa espanhola, considerados pelo Código Penal como um delito passível de pena de prisão de seis a dois anos. Nos últimos tempos, vários grupos de anarquistas queimaram fotos do Rei. A situação tornou-se incómoda e Juan Carlos saiu em defesa da monarquia no discurso de abertura da Universidade de Oviedo, nas Astúrias. Pela primeira vez.

Afirmou que a monarquia parlamentar é a base do maior período de estabilidade e prosperidade em democracia jamais vividos pela Espanha. E mesmo se a bandeira republicana nunca desapareceu totalmente da cena política espanhola, a figura do Rei foi sempre respeitada. Só que o tabu foi quebrado em Julho, quando o jornal satírico, El Jueves, ousou caricaturar, em machete, o herdeiro do trono e a mulher em pleno acto amoroso.

Depois, o Rei também fez várias vezes a primeira página, para mostrar como estava cansado da situação. Até agora, a família real espanhola sempre gozou de uma imagem discreta, por causa da legitimidade adquirida por Juan Carlos depois da tentativa de golpe franquista em 1981. Mas a agora, a extrema-direita pretende que ele abdique em favor do filho….

E é neste ponto que se dividem as opiniões, como exprime uma cidadã espanhola. “A monarquia está garantida com Juan carlos, mas depois, nao sei… Na verdade, quando for o príncipe talvez se tenha de abrir um debate.”