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Itália elege secretário do novo Partido Democrata

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Itália elege secretário do novo Partido Democrata

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Os italianos, sobretudo, os apoiantes de esquerda, escolhem hoje o secretário do novo Partido Democrata. A nova formação, que nasce da fusão de dois partidos de centro-esquerda, quer tornar-se no principal partido do país e desenhar uma reforma política e económica que volte a dar, aos eleitores, confiança no sistema.

Walter Veltroni, presidente da câmara de Roma, é o favorito, mas na corrida estão outros quatro candidatos, entre eles, dois membros do governo Prodi, um jornalista e um economista. O número de votantes servirá para medir o impacto do novo partido. Os organizadores da votação esperam pelo menos um milhão de eleitores. Menos será considerado um fracasso.

Enrico Letta, membro do governo Prodi e candidato, avisa que o Partido Democrata não deve ser uma alternativa ao executivo, pois nesse caso as coisas vão correr mal desde o início. O aviso surge após uma campanha marcada por polémicas e críticas ao governo Prodi, quando este precisa da lealdade do novo partido para tentar acabar a legislatura.

A coligação governamental é composta de nove partidos. Com a fusão dos Democratas de esquerda e da Margarida no Partido Democrata esperam-se menos conflitos, que ameaçam a estabilidade do executivo. Um ano e meio após a tomada de posse e apesar de algum sucesso económico, a popularidade do governo está em queda livre. A oposição aproveita para pedir eleições antecipadas, tal como se ouviu ontem em Roma num novo protesto.