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Franceses em luta contra testes de ADN para imigrantes candidatos ao reagrupamento familiar

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Franceses em luta contra testes de ADN para imigrantes candidatos ao reagrupamento familiar

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“Não toques no meu ADN”: o slogan anti-racismo em França foi revisitado e é agora o da campanha contra o uso de testes genéticos para os imigrantes candidatos ao reagrupamento familiar. Cerca de 56% dos franceses é a favor, mas os restantes não se calam. Cerca de seis mil juntaram-se ontem à noite numa sala de espectáculos parisiense, para dizer não à medida que integra a nova lei da imigração, apoiada pelo presidente Sarkozy.

O assunto está a provocar um aceso debate. Intelectuais, artistas e políticos da esquerda e da direita, incluindo membros do governo e da maioria parlamentar, pedem que a medida seja retirada por ser contrária aos valores da república francesa.

A lei já foi aprovada em primeira leitura. François Bayrou, líder do Modem, de centro, afirma que “muitos franceses, muitos responsáveis religiosos, filósofos, políticos e muitos cidadãos não se querem deixar arrastar para os testes ADN”.

A actriz Josiane Balasko defende: “É importante que em França não haja uma lei do género mesmo que nos digam que existe em 12 países. Há também países que têm a pena de morte, há países onde a lapidação é legal mas nós não os imitámos”.

Terça-feira, uma comissão do Senado e do Parlamento reúne-se para tentar chegar a um acordo sobre a versão final do texto, com vista à aprovação definitiva da lei.