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Veltroni: imagem da esquerda democratica em Itália

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Veltroni: imagem da esquerda democratica em Itália

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Walter Veltroni, esperança da esquerda italiana, foi eleito presidente da Câmara de Roma em 2001, com 53 por cento dos votos. Foi reeleito em 2006 com mais de 60 por cento, resultado inédito na capital italiana, e a popularidade não diminuiu até agora.

Veltroni foi jornalista, tem um diploma em cinema, é admirador dos irmãos kenedy, e há 20 anos que é o rosto da esquerda italiana. Em 1970, entrou para a juventude comunista e em 1987, foi eleito deputado como representante do comité central do PCI.

Filho espiritual de Enrico Berlinger (que rompeu com a União Soviética), ele é, com Massimo d’Alema, o artesão da transformação do PCI em Partido dos Democratas de Esquerda; e depois, participa no lançamento da Oliveira, coligação do centro-esquerda, reunida em torno de Romano Prodi.

Entre 1996 e 98, a seguir à vitória da Oliveira, Veltroni ficou responsável pela vice-presidência do Conselho e pela pasta da Cultura. Em 2000, foi eleito secretário político dos Democratas de Esquerda. Enquanto dizia que a actividade partidária não devia ser exercida toda a vida, ia expondo o seu credo visionário e pragmático.

Veltroni sempre afirmou alto e bom som que queria combater a precaridade. “Sobretudo, a precaridade dos jovens, rapazes e raparigas do país”. Também utilizou o exemplo de Ollof Palme na frase em que ele afirmava que não se devia lutar contra a riqueza mas contra a pobreza. Isso é preciso lembrar”.