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Difícil encontro entre ex-capacetes azuis e familiares de vítimas do massacre em Srebrenica

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Difícil encontro entre ex-capacetes azuis e familiares de vítimas do massacre em Srebrenica

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Viúvas e mães de vítimas do massacre de Srebrenica confrontaram doze ex-capacetes azuis holandeses que visitaram esta quarta-feira o local onde oito mil homens muçulmanos perderam a vida.

A matança conduzida pelas tropas sérvias da Bósnia no enclave controlado pela ONU em 1995 constitui a maior atrocidade em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

O ressentimento é visível nas palavras de uma mulher, que diz que do filho “só lhe resta uma foto”, perguntando aos antigos soldados das Naçôes Unidas “onde estavam então?”.

Um dos ex-militares “admite que cometeram erros”, mas diz que “eram demasiado jovens para aguentar a enorme pressão”.

Na altura do massacre, 850 capacetes azuis holandeses estavam estacionados em Srebrenica, mas agiam sob a política de não-intervenção das Nações Unidas.

Um ex-militar holandês diz “compreender os sentimentos das pessoas” que perderam os familiares e acrescenta que, para ele, “também não é fácil falar sobre o assunto”.

As famílias das vítimas apresentaram uma denúncia contra a Holanda e as Nações Unidas por permitirem o crime, mas perderam o caso depois do governo holandês ter negado responsabilidades, dizendo que as suas tropas foram abandonadas pelo comando central da ONU.