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Greve geral ameaça parar a França

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Greve geral ameaça parar a França

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A França prepara-se para uma greve geral que pode paralisar o país.

Para amanhã espera-se a adesão em massa de serviços estratégicos como os transportes e o fornecimento de energia eléctrica.

A título de exemplo, entre os 700 comboios de alta velocidade previstos no horário apenas 46 vão circular.

Os sindicatos protestam contra a reforma da segurança social pretendida por Nicolas Sarkozy.

O presidente francês diz que está disposto a dialogar mas não recua.

“O direito à greve é um direito constitucional. Posso compreender as preocupações das pessoas. Mais eu fui eleito para reformar e modernizar a França. Vamos fazê-lo com tranquilidade, dialogando e respeitando as pessoas.Mas quero que saibam que levarei até ao fim aquilo que considero ser justo.”

No centro das críticas dos sindicatos está a alteração dos regimes especiais de reforma.

A CGT, a maior organização sindical francesa, anunciou que recusa negociações empresa a empresa enquanto o governo não revir os príncipios do texto orientador.

Este documento prevê que os 500 mil funcionários contemplados pelo regime especial passem a descontar durante quarenta anos, mais dois anos e meio que o exigido pela lei actual.

No total, oito sindicatos da empresa pública de caminhos de ferro convocaram a paralisação das atividades.

Um tal consenso já não acontecia desde 1995, quando o governo de Alain Juppé tentou mudar os mesmos regimes especiais de reforma.