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Bukovsky reitera críticas a Putin e a impossibilidade de chegar ao poder na Rússia

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Bukovsky reitera críticas a Putin e a impossibilidade de chegar ao poder na Rússia

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Aos 64 anos, Vladimir Bukovsky é conhecido pelas suas revelações sobre a era soviética, cujas consequências sofreu na pele. Agora, tal como outros exilados descontentes com a situação na Rússia, resolveu entrar de forma activa na política, procurando mobilizar a oposição a Vladimir Putin.

Há algumas semanas, numa conversa com a EuroNews, Bukovsky falou da sua candidatura a presidente.

Interrogado sobre quem vai ganhar respondeu: “Alguém designado pelo Kremlin. Isso é certo e sabido. Há uma chance, num milhão, de as pessoas se fartarem e saírem para a rua como fizeram na Ucrânia e na Geórgia. É uma chance muito pequena”.

As críticas ao Kremlin e KGB acentuam-se perante a pergunta: “O Sr. Putin tinha bastante aceitação, no plano internacional, até à altura em que começou a agir de uma forma mais agressiva. Mas era aceite, como líder russo. O que tem o senhor contra ele?”

Bukovsky afirma: “Eu sou um dos poucos que sempre estiveram contra ele, desde o princípio, antes de ter sido eleito pela primeira vez, quando Ieltsin o nomeou como sucessor. Porque eu sei o que é o KGB. Hoje, está um pouco esquecido, quando se fala de terrorismo internacional, o facto de o terrorismo internacional ter sido iniciado na União Soviética. Estes documentos provam-no. Como recrutaram, treinaram, financiaram e forneceram todas as organizações terroristas internacionais. Isso foi nos anos 60, 70 e 80.
Essas pessoas não morreram. Ainda andam por aí e, com a chegada ao poder de Putin, com o KGB a tomar todas as posições de controlo, reavivaram todas as antigas redes. Sei-o de fonte segura: reactivaram os agentes que o serviço tinha no estrangeiro e estão de volta às lides”.