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Saúde pública britânica está maltratada

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Saúde pública britânica está maltratada

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A Grã Bretanha é o país mais doente da Europa. Só o relatório faz mal à saúde. Mas é assim: os britânicos bebem demais, fumam demais, e são obesos com todas as doenças que disso derivam, como a diabetes ou doenças do fígado. A obesidade é alarmante. A média nacional é superior à da União Europeia e em certas regiões, como no nordeste de Inglaterra ou Londres, é mesmo superior à dos Estados Unidos.

Ainda há pouco tempo o caso de Connor Mac Creaddy, de 8 anos mas com 90 kg, trouxe à luz do dia o problema da obesidade infantil no país e a necessidade de agir, fazendo apelo aos pais. Na Grã Bretanha há 900 mil crianças obesas com menos de 11 anos de idade, portanto, 20 por cento.

A primeira razão para isso é “o uso e abuso da junck food” – hambúrgueres com demasiada gordura, batatas fritas e peixe frito, chocolates, doces em geral e muitos refrigerantes. A publicidade a alguns produtos desses, como pastilhas e afins, já é proibida, mas há um grande caminho a fazer na área da mudança de hábitos alimentares.

Um britânico come menos 25 kg de fruta por ano do que os vizinhos europeus. E depois, a peste negra da saúde pública britânica é o consumo de álcool e as consequências: consumo muito rápido e elevado, comportamentos violentos, perigos de todo o género e graves doenças do fígado. As autoridades têm tido dificuldades a gerir o problema.

Um britânico consome, em média, um litro de álcool a mais do que os vizinhos europeus, anualmente. E mesmo se, depois de 1 de Julho deste ano, é proibido fumar nos espaços públicos, continua a correr um risco muito maior de morrer de uma coença causada pelo tabaco do que qualquer outro fumador da União Europeia.

O balanço é triste num país em plena reflexão sobre o sistema de saúde, apontado como um dos mais retrógados da Europa. Se, por um lado, há serviço gratuito para os cidadãos, por outro as listas de espera interminável nos hospitais salientam a necessidade urgente de modernização.