Última hora

Última hora

Turquia só atacará o Norte do Iraque quando se esgotar a via diplomática

Em leitura:

Turquia só atacará o Norte do Iraque quando se esgotar a via diplomática

Tamanho do texto Aa Aa

Cem mil militares turcos, estacionados na zona fronteiriça com o Iraque, aguardam uma ordem do governo para lançar uma ofensiva contra os rebeldes curdos refugiados na zona. Sob a pressão internacional, nomeadamente dos Estados Unidos, Ancara afirmou ontem que só ordenará o ataque quando se esgotarem todas as soluções diplomáticas.

O ministro da Defesa turco, tinha ontem sublinhado que a prioridade, para já, passa por localizar os rebeldes para evitar quaisquer danos colaterais sobre civis.

Washington tenta evitar a todo o custo a intervenção militar. O presidente George Bush, durante uma video-conferência com o seu homólogo turco, reafirmou esta noite, o apoio a Ancara na luta contra os rebeldes curdos refugiados no Norte do Iraque. Um apoio que passa, antes de mais, pela colaboração com o governo iraquiano.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, afirmou ontem que, “a Turquia, Estados Unidos e Iraque estão unidos no apelo aos rebeldes do PKK para que suspendam os ataques sobre o exército e civis turcos”.

Ontem, também, o presidente iraquiano Jalal Talabani tinha sido o primeiro a anunciar o cessar-fogo por parte do grupo rebelde, que estaria pronto a retirar os seus homens da zona de conflito com o exército turco. Uma garantia que não convence nem o governo turco, que até hoje recusa qualquer diálogo com os rebeldes, nem a opinião pública turca que voltou ontem a manifestar-se em Ancara.

Os confrontos de domingo, que provocaram o desaparecimento de mais oito militares turcos, às mãos dos rebeldes, aumenta a pressão sobre Recep Erdowan.

O primeiro-ministro denunciou ontem numa entrevista o que chamou de “imobilismo norte-americano” no combate aos separatistas, que Ancara considera como terroristas.