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Braço-de-ferro entre Turquia e Iraque na luta contra rebeldes curdos

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Braço-de-ferro entre Turquia e Iraque na luta contra rebeldes curdos

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O Iraque vai suspender todas as actividades dos rebeldes curdos do PKK no norte do país. O compromisso foi expresso ontem em Bagdade, ao final de uma reunião entre os responsáveis das diplomacias iraquiana e turca, com o objectivo de evitar uma acção militar turca em larga escala contra os rebeldes.

O Iraque excusou-se no entanto a mobilizar o exército nacional para neutralizar o PKK, como o exigia Ancara. A divulgação ontem das imagens de 8 militares turcos raptados pelos rebeldes no domingo, ameaça aumentar a pressão da opinião pública turca sobre o governo.

Desde o fim de semana, que 100 mil soldados aguardam uma ordem para avançar sobre território iraquiano, bombardeando algumas povoações fronteiriças. Os responsáveis do governo do curdistão iraquiano reafirmaram ontem que não tolerarão qualquer incursão fronteiriça.

De visita ontem a Londres, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, afirmou que continua a privilegiar uma solução diplomática, lembrando no entanto Bagdade, que possui um mandato do parlamento para lançar um ataque a qualquer momento.

A crise parece inflamar cada vez mais as relações entre a Turquia e o Iraque. Nas ruas de Ancara, as centenas de manifestantes que pedem uma intervenção militar, queimaram ontem uma efígie do presidente do curdistão iraquiano.

Segundo fontes em Bagdade, a solução da crise poderá vir de Washington que pondera a possibilidade de intervir militarmente contra os rebeldes.

Nas últimas semanas os ataques do PKK vitimaram mais de duas dezenas de militares turcos. Tratam-se dos ataques mais mortíferos dos últimos anos, enquadrados numa estratégia apontada por muitos analistas como de provocação face a Ancara.