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Oposição anti-síria barrica-se em Beirute à espera das presidenciais

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Oposição anti-síria barrica-se em Beirute à espera das presidenciais

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Barricados desde há um mês num hotel de Beirute, os deputados da oposição anti-síria tentam resistir à vaga de assassínios que assola o Líbano. São cerca de quarenta, rodeados de fortes medidas de segurança e isolados do mundo exterior. Para lá da sua sobrevivência pessoal, tentam assegurar antes de mais a sobrevivência da maioria anti-síria no Parlamento, que desde 2005 perdeu quatro deputados, todos assassinados.

Um dos deputados mostra-se inquieto com as cortinas abertas de uma das janelas do hotel, “as senhoras da limpeza deixaram as cortinas abertas, é um erro grave. As cortinas têm que estar sempre fechadas. Não conseguimos distinguir a noite do dia porque vivemos sempre na escuridão, com as luzes acesas”.

Para os que decidiram permanecer em casa, como o deputado Samir Frangié, está fora de questão saír à rua.

“É a primeira vez que uma maioria parlamentar é eliminada desta forma. Há um assassino, frio, que se preocupa não com as pessoas mas com o número de pessoas que quer matar. Somos todos alvos em movimento. Mas deste lado estamos determinados a resistir até ao final da crise”.

A oposição anti-síria conta com uma maioria de 68 deputados em 128 assentos no parlamento.

Oito deputados de diferença que representam a única possibilidade de virar a página da influência síria no país, aquando da eleição presidencial, adiada agora para o dia 12 de Novembro.