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Os países das Nações Unidas aprovaram pelo 16o ano consecutivo, uma resolução que exige o fim do embargo norte-americano a Cuba

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Os países das Nações Unidas aprovaram pelo 16o ano consecutivo, uma resolução que exige o fim do embargo norte-americano a Cuba

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A decisão foi aprovada por um número recorde de países, 184, com quatro votos contra dos Estados Unidos, Israel, república de Palau e ilhas Marshall e uma abstenção, a da Micronésia. O documento que exige o fim dos 45 anos de embargo norte-americano a Cuba, não tem carácter obrigatório, mas reflecte a crescente oposição internacional à medida unilateral.

Para o responsável da diplomacia cubana, Felipe Perez Roque, o embargo representa hoje o maior obstáculo ao desenvolvimento e bem estar do povo cubano e uma violação flagrante e sistemática dos direitos dos cubanos. Para o responsável norte-americano na ONU, os problemas de Cuba provêm não das decisões norte-americanas mas do embargo à liberdade que o regime cubano impõe à população.

A decisão da ONU é tomada uma semana depois do presidente George Bush ter defendido publicamente a manutenção do embargo até que se produza uma mudança de regime. Havana calcula os prejuízos do embargo económico, em vigor desde 62, em 222 mil milhões de dólares.

A medida foi aplicada após da tentativa de invasão falhada da baía dos porcos em 1961, sendo reforçada posteriormente. A resolução aprovada hoje considera o embargo contrário à carta da ONU no que toca à liberdade de comércio e de navegação.