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Putin homenageia vítimas do estalinismo após ter minimizado a repressão

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Putin homenageia vítimas do estalinismo após ter minimizado a repressão

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A participação de Vladimir Putin na jornada dedicada às vítimas da repressão estalinista, está envolta em polémica na Rússia. Num gesto inédito, o presidente russo deslocou-se esta manhã a Butovo, nos arredores de Moscovo, à antiga sede dos serviços secretos, onde mais de 20 mil prisioneiros foram executados desde o início da purga dos anos 30 até à morte de Estaline.

Vladimir Putin afirmou que, “esta não foi a primeira vez que tragédias humanas se cruzaram com a história de um país. Estas tragédias ocorrem quando ideais que parecem atractivos mas acabam por se revelar ocos, são colocados acima dos valores fundamentais: a vida humana, os direitos e a liberdade”.

Um discurso que não acalma a ira dos familiares das vítimas da repressão estalinista. Centenas manifestaram-se hoje em Moscovo para recordar os mais de um milhão de mortos, mas também para protestar contra as mais recentes declarações do presidente. Putin, antigo agente do KGB, tentara em Junho relativizar a purga de Estaline num esforço para reabilitar a época soviética.

Para o presidente da associação de vítimas da repressão politica, “as vitimas estão a ser humilhadas pelo poder. E a culpa é do homem que tem um pé na democracia e outro no KGB – o nosso presidente, Vladimir Putin”. Foi só após a morte de Josef Estaline, nos anos 50, que o culto à personalidade deu lugar à denúncia dos crimes políticos do regime.

Durante o período do chamado “grande terror” e sob o pretexto de purgar o partido comunista dos inimigos do povo, Estaline executou centenas de milhares de opositores enviando milhões para campos de trabalhos forçados.